Junio 2013
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Nos partir ao meio
Então nem pestaneja
E faça sem dó
O meu desespero
É que quando acaba
Você fica inteiro
E eu fico o pó.” —Clarice Falcão
De quais finais felizes ela estava implorando ter? Dos sofridos que de repente pareciam valer a pena? Dos fáceis? Dos simples ou dos motivadores? Ou era seu pedido de socorro mais uma vez, implorando que um fim simplesmente chegasse? Creio que nem ela soubesse. E fitando suas curvas de nervo aflorado, eu sentia um cheiro de orvalho no ar. Saindo do perfume da agonia que banhou a alma daquela pobre pessoa repleta de…podridão e auto-desprezo. Precisara de holofotes? Ou só quisera um final consolidado de prazeres da vida? Novamente eu voltava a fitar as curvas. E nas curvas das marcas de expressão eu percebia um sorriso que havia se apagado. Sufocado, desencantado. Sujeito prejudicado. Um português sem expressão. Um coração sem afeto. Menina de jeito esperto. Mas como é triste não saber florar. E que pena garota, pois teu fim ta longe de chegar. Era fitando as curvas dos olhos dela que eu percebia que já dizia nada.
Joice Coutinho
Mayo 2013
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é nossa alegria.” —M. Marques

porque a da frente
se fechou.
Foi o vento quem a bateu,
foi a brisa quem levou.
Tudo que estava dentro,
pra fora se colocou.
Tudo que estava escondido,
de repente,
desabrochou.
Tudo que tava calado,
fez eco de quem gritou.
Tudo que fora enganado,
agora,
se eternizou.
Tudo que está misturado,
num passo,
se separou.
Tudo que não foi guiado,
chorando,
se auto-guiou.
Tudo que estava errado,
aos prantos,
se consertou.
Tudo que ficou fechado,
aberto se colocou.
e a porta que é de saída,
agora virou entrada,
e o avesso da partida,
é o inverso da chegada.
E pra resumir a vida
faço dela uma piada.
Contada em versos sinceros,
cuspindo rima cantada.” —Joice Coutinho, A vida é uma piada.
em querer dormir e acordar
todo dia ao seu lado?” —Joice Coutinho

Te amo!